sábado, 26 de abril de 2025

PROFUNDAMENTE




Sob a estonteante noite, na mata, perdida,

caminhava ao acaso, sem altivez, em melancolia,

braços abertos, espalmados, estampava agonia.

Triste olhar! Lembrança há tempos esquecida.

 

Pálida ao vento à sombra da alma ferida,

inerte em suspiros, igual flor no iminente fim,

e em cada passo se dissipava o outrora jasmim,

em esperança falsa, de emoção não vívida.

 

Estrelas olharam para o caminhar que seguia,

testemunhas mudas em noite enluarada,

enquanto o coração soluçava “mil” segredos.

 

E assim, sob o olhar da lua, ela andava sozinha

na relva fria. Dissabores, aos passos, desandava,

relembranças da infância, dos eternos folguedos.



________________ Claudianor Dantas