Sob a estonteante noite, na mata, perdida,
caminhava ao acaso, sem altivez, em melancolia,
braços abertos, espalmados, estampava agonia.
Triste olhar! Lembrança há tempos esquecida.
Pálida ao vento à sombra da alma ferida,
inerte em suspiros, igual flor no iminente fim,
e em cada passo se dissipava o outrora jasmim,
em esperança falsa, de emoção não vívida.
Estrelas olharam para o caminhar que seguia,
testemunhas mudas em noite enluarada,
enquanto o coração soluçava “mil” segredos.
E assim, sob o olhar da lua, ela andava sozinha
na relva fria. Dissabores, aos passos, desandava,
relembranças da infância, dos eternos folguedos.
________________ Claudianor Dantas
